Diversificando para uma carteira de investimentos perfeita

Todo investidor com um pouco de experiência já ouviu falar sobre a importância de diversificar sua carteira de investimentos. Para explicar brevemente, a carteira de investimentos nada mais é do que as opções de aplicações que alguém possui no mercado financeiro e a diversificação dela é justamente isso: possuir valores investidos em aplicações variadas — fundos de renda fixa, ações ou poupança, por exemplo.

Você sabe por que a diversificação parece ser um mantra de quem lida com o mercado financeiro? Por que é preciso aplicar em diversos investimentos, em vez de deixar todo o seu dinheiro em uma aplicação que pareça mais rentável?

Neste post, iremos responder a essas e outras perguntas, afinal, é diversificando que você conseguirá fazer uma carteira de investimentos perfeita. No entanto, para entender melhor os motivos pelos quais a diversificação é tão importante, é preciso primeiro conhecer o conceito de risco-retorno. Confira!

O que é o risco-retorno?

Quanto tratamos do mercado financeiro, o risco e o retorno dos investimentos andam de mãos dadas. Não dá para pensar em um sem pensar no outro, e esse acaba sendo o erro de muitos investidores.

Para entender melhor essa relação, basta pensar no seguinte: a poupança é um investimento de risco baixo (nossos pais já diziam que a poupança é uma forma de deixar o seu dinheiro seguro), porém com retorno também baixo.

As bolsas de valores são investimentos de risco alto — visto que não é possível prever com certeza como o mercado irá se comportar — mas há chances de retorno também altas. Da mesma forma que uma ação pode desvalorizar 60% de um dia para o outro, ela também pode valorizar o mesmo tanto no período.

É por isso que a relação de risco e retorno pode ser representada por um gráfico de linha reta: quanto maior o risco, maior o retorno. Isso acontece porque quanto menos arriscada for uma aplicação, mais pessoas irão querer investir nela, fazendo com que o retorno diminua.

Em que isso influi na diversificação da minha carteira de investimentos?

O principal motivo para diversificar a carteira de investimentos é justamente diluir sua exposição o risco e, ao mesmo tempo, aproveitar oportunidades de ganhos variados. Isso porque uma carteira concentrada totalmente em ativos de renda fixa, que possuem risco baixo, pode ser supersegura, mas poderá não proporcionar os ganhos esperados.

Por outro lado, uma carteira de investimentos focada em renda variável sofrerá com a alta volatilidade desse mercado, podendo resultar em perdas significativas. Só uma carteira diversificada poderá, portanto, ira lhe proporcionar bons resultados da renda variável sem sofrer muito com as incertezas desses ativos.

Como diversificar minha carteira de investimentos?

A sua carteira deverá possuir investimentos de riscos variados, seguindo uma proporção para cada aplicação. Essa medida irá variar de acordo com o seu perfil e experiência como investidor.

Uma proporção maior em investimentos de risco alto e médio é recomendada somente a investidores experientes, que podem seguir as porcentagens de 40% em risco baixo, mais 40% em risco médio e 20% no alto.

Iniciantes devem focar a maior parte dos seus ativos em investimentos de risco baixo, sendo que uma boa proporção nesse caso respeitaria os seguintes números: 70% risco baixo, 20% risco médio e 10% risco alto.

Definida a proporção, é preciso escolher entre os diversos ativos disponíveis no mercado. O ideal é que você escolha entre aqueles que representem de maneira abrangente alguns dos setores da economia. Você pode, por exemplo, investir em ações, no mercado imobiliário, ou em juros pós-fixados.

Montamos um pequeno quadro indicativo da relação risco-retorno das opcões mais comuns para diversificar sua carteira de investimentos:

carteira de investimentos

O importante aqui é decidir em quais classes de ativos você irá colocar o seu dinheiro. As opções de investimento são muitas, mas falamos sobre cada uma abaixo para que você possa conhecer e escolher as melhores para  o seu perfil.

Tesouro Direto

O Tesouro Direto é conhecido assim por causa da plataforma onde é negociado. Essa aplicação de renda fixa irá fazer com que seu dinheiro renda de acordo com a variação da taxa Selic — a taxa básica de juros.

O emissor desse título é o próprio governo. Por causa disso, o risco de crédito (risco do emissor não honrar o pagamento) é bem baixo, fazendo desse um investimento bem seguro.

Para mais informações sobre o Tesouro Direto, acesse o site da Secretaria do Tesouro Nacional – STN.

CDB

Um CDB — Certificado de Depósito Bancário — nada mais é do que um empréstimo do seu dinheiro ao banco, que te trará como rendimento os valores de juros desse empréstimo. Na maioria dos casos, os juros são pós-fixados, ou seja, não dá para prever qual será o seu rendimento, pois este poderá variar de acordo com uma taxa.

Nesse caso, trata-se da taxa CDI, a taxa de Certificado de Depósito Interfinanceiro. Ela é calculada a partir da média de todas as taxas de juros dos empréstimos realizados entre os bancos ao longo do dia.

Para saber mais sobre CDBs, acessa a sessão de perguntas e respostas no site do Banco Central.

LCI e LCA

A LCI e a LCA são bem parecidas. Os dois ativos são títulos emitidos pelo Governo e pelos bancos para financiar o mercado imobiliário e a cadeia do agronegócio, respectivamente.

Ambas são investimentos de renda fixa que possuem um retorno melhor do que o CDB, com a vantagem de não sofrerem incidência de imposto de renda. Essa é uma forma que o Governo tem de incentivar os investimentos nesses setores.

Fundos de Investimento

Os fundos de investimento são vários investidores que se juntam por meio de uma administradora, que ficará responsável por gerenciar os valores investidos e comprar diversos produtos.

Eles podem ser tanto de renda fixa, com um mínimo de 80% dos recursos investidos em ativos dessa classe, ou de renda variável, que seguem o mesmo limite mínimo, porém de ativos de renda variável. Os fundos de renda variável são considerados mais agressivos, portanto operam em margens de risco e rantabilidade maiores que os fundos de renda fixa, que são considerados mais conservadores.

Os fundos possuem uma taxa de administração, que é paga à empresa que irá administrar os produtos.

Bolsa de valores

O investimento em ações é um dos mais comuns de renda variável e um dos que possui maiores chances de proporcionar um retorno alto. O valor das ações oscila de acordo com o mercado e é preciso acompanhá-lo de perto para saber quais ações deverão compor sua carteira.

P2P Lending

O mercado financeiro é muito volátil e as previsões são de que ele sofra nos próximos anos com as chamadas inovações disruptivas, sendo a grande maioria delas promovidas pelas FinTechs, startups que utilizam tecnologia para simplificar e otimizar diversas áreas do mercado financeiro.

Uma dessas inovações é o P2P lending, também conhecido como empréstimos coletivos. Nessa modalidade é possível investir em empresas por meio do uso de uma plataforma que as conecta com investidores interessados no negócio.

Esse tipo de aplicação vem crescendo em representatividade no mercado financeiro e é uma ótima forma de completar sua carteira, com retornos que podem variam de 17% a 25% ao ano.

No Brasil ainda são poucas as opções de investimentos em P2P lending, sendo umas delas a Nexoos.

Moral da História: Diversificar é Preciso

Sem dúvida alguma, diversificando você maximizará o retorno da sua carteira de investimentos e, ao mesmo tempo, estará menos sujeito a perdas.

E você, já possui uma carteira de investimentos diversificada? Quais ativos te chamaram mais a atenção no nosso post? Comente abaixo!

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