Sua empresa está endividada e está difícil encontrar uma saída? Saiba como avaliar o nível de endividamento do negócio e como reverter esse o quadro!

Segundo uma pesquisa divulgada pelo Serasa, o número de pessoas jurídicas inadimplentes chega a mais de 5 milhões de micro e pequenas empresas. O inadequado endividamento da empresa é um dos grandes motivos da recusa de crédito. Mas como assim?

É verdade que o crédito seria uma boa oportunidade para a empresa sair do endividamento e começar colocar suas finanças nos trilhos. Mas se o grau desse endividamento não for condizente com o porte da empresa, o negócio pode ser travado ao buscar investimentos de terceiros, entre outras oportunidades.

Por isso, neste post vamos explicar como funciona esse índice de endividamento e como a empresa pode organizar seu planejamento financeiro para garantir um equilíbrio nas suas contas.

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Entenda o conceito de endividamento

O dicionário Houaiss da língua portuguesa define a palavra “endividamento” como “aumento das dívidas de uma pessoa, de uma empresa etc.”. Então, por aí já dá para entender que existe uma diferença entre dívida e endividamento. Sua empresa pode ter dívidas, mas não necessariamente estar endividada. Mas mesmo se endividada, existem níveis toleráveis para as instituições financeiras em uma análise de crédito.

Em finanças, o endividamento é um indicador que expressa a saúde financeira da empresa. Ele mensura quanto de dívida um negócio tem sobre seu patrimônio e ativo circulante. Assim, podemos afirmar que existem dívidas que são necessárias e até positivas, e outras que podem levar o negócio à falência. Veja só.

Conheça os tipos de endividamento

Podemos dividir os tipos de dívidas em duas categorias, conforme o motivo que as gerou.

Falta de capital de giro

O problema pode ser gerado por inúmeras razões. Mas geralmente ocorre porque as despesas estão sendo mais altas do que as receitas. Ou seja, o resultado operacional está sendo negativo. Esse é o pior tipo de dívida, porque a empresa fica sem capital de giropara funcionar e tudo vira uma bola de neve — expressão muito comum para ilustrar o efeito do acúmulo de dívidas ao longo do tempo.

Por exemplo, digamos que o custo operacional da empresa seja R$ 400 mil, mas só entra R$ 350 mil. Essa diferença negativa vai se acumulando, acrescida de juros e multas por atraso nos pagamentos. Isso pode ser um verdadeiro desastre para a empresa.

Por causa desse tipo de dívida, muitos gestores buscam empréstimos e acabam formando o que muitos chamam de buraco orçamentário. Mais e mais dívidas são formadas. Trata-se de um endividamento que não traz retorno financeiro, apenas tapa buracos.

Mesmo que a empresa consiga trabalhar o suficiente para cobrir essas dívidas, ela pode incorrer no erro de não ter compensação econômica. Isto é, só consegue pagar dívidas e não gera lucro. Aos poucos, o patrimônio do negócio fica comprometido.

A dívida do bem

Essa categoria de dívidas é aquela feita para fazer investimentos. E quando falamos em investimentos nos referimos em aplicações que vão trazer um retorno financeiro. Por exemplo, podemos citar a compra de bens que vão otimizar a produção sem contratar mais mão de obra ou a adoção de tecnologias para agilizar as operações e aumentar a eficiência das equipes.

Alguns desses investimentos são capazes, inclusive, de reduzir custos, tornar o negócio mais enxuto e demandar um número menor de profissionais.

Esse tipo de endividamento da empresa parte de um bom planejamento em que os gestores consideram como esse investimento vai impactar o fluxo de caixa ao longo do tempo e quando se pretende terminar o pagamento desse recurso.

Assim, a diferença entre os dois tipos de dívidas é clara: a boa dívida visa reduzir custos e aumentar a receita, e a dívida ruim é feita para cobrir despesas, assumindo-se uma nova despesa para cobrir outra, sem que haja um incremento na receita.

Por isso, é importante que os gestores saibam como lidar com o endividamento da empresa de forma estratégica. Existem métodos, índices e cálculos que podem ser usados nesse momento para você entender as dívidas e realizar ações para reduzi-las.

Saiba lidar com o endividamento da empresa

Compreendendo o seu índice de endividamento

O índice de endividamento informa se o nível do seu endividamento está satisfatório ou não. Acontece que, se a empresa tem dívidas ruins, ela terá indicadores de longo prazo também ruins. Bancos e demais instituições financeiras fazem uma análise de crédito e avaliam que o negócio não tem condições de arcar com o pagamento de um empréstimo ou financiamento, mesmo parcelado.

O índice de endividamento pode ser dividido em dois diferentes tipos de cálculo: Índice de Endividamento Geral (EG) e a Composição do Endividamento (CG).

Índice de Endividamento Geral (EG)

O Índice de Endividamento Geral diz quanto dos ativos da empresa estão sendo financiados por capital de terceiros. No cálculo, considera-se o balanço da empresa (ativos e passivos de curto e longo prazo):

  • ativos são direitos;
  • passivos são obrigações;
  • curto prazo é o ano corrente;
  • longo prazo são os anos seguintes.

Então, pega-se o capital de terceiros (total dos passivos de curto e longo prazos) e divide-se pelo total de ativos da empresa. Para obter o percentual, multiplica-se o resultado por 100.

  • EG = (Capital de Terceiros / Ativos) x 100

Por exemplo, a empresa X tem:

  • ativos totais = R$ 2.000.000;
  • passivos de curto prazo = R$ 400.000;
  • passivos de longo prazo = R$ 800.000.

Então:

  • EG = (1.200.000 / 2.000.000) x 100 = 60%

Quanto menor o índice, melhor. A empresa do nosso exemplo tem 60% dos seus ativos sendo financiados. É um nível muito alto, mais da metade.

Composição do Endividamento (CG)

Esse indicador identifica a composição de curto e médio prazos do endividamento. O cálculo é o seguinte:

  • CE = [Passivo de curto prazo / (Passivo de longo prazo + Passivo de curto prazo)] x 100

Vamos usar o mesmo exemplo da empresa X:

  • CE = [400.000 / (800.000 + 400.000)] x 100
  • CE = [400.000 / 1.200.000 x 100]
  • CE = 33,33 %

O percentual apresenta o curto prazo. Então podemos dizer que o endividamento da empresa X é composta por 33,33% de dívidas de curto prazo e o restante 66,67% por dívidas de longo prazo. Aqui também, quanto menor, melhor, pois revela que o negócio tem mais tempo para honrar com suas dívidas.

Tomando medidas práticas para resolver seu endividamento

Se seu índice de endividamento estiver alto, é importante tomar ações para reverter o quadro. Isso inclui:

  • parar de contrair mais dívidas;
  • fazer um levantamento de todas as dívidas, despesas normais e receitas;
  • negociar aumento de prazos para a quitação das dívidas;
  • buscar outras instituições com melhores condições, como juros menores, para tentar a portabilidade de crédito;
  • procurar estratégias para aumentar a margem de lucro do negócio por meio de promoções, retenção de clientes e maior eficiência em métodos de atração.

Não tem jeito, o endividamento da empresa não vai ser solucionado de um dia para o outro. Você vai precisar frear novas dívidas e reorganizar as finanças. Trata-se de uma mudança de atitude de todos os envolvidos no gerenciamento do empreendimento.

Quer mais dicas para gerenciar as contas? Então, leia agora mesmo nosso post e siga os6 passos para colocar o negócio em ordem!

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